O Coletivo de Palhaços
Quando se fala a palavra “coletivo” qual é a primeira coisa que lhe vem à cabeça?
Se você pensou em um meio de transporte, viva! Você está prestes a embarcar rumo ao universo absurdo e paralelo dos palhaços!
O Coletivo de Palhaços pode ser imaginado como um meio de transporte para uma outra dimensão, onde as palavras ainda não foram cristalizadas e brincam com seus próprios significados; onde a possibilidade de errar é o maior triunfo ao que você pode chegar e no final, ainda ser amado por isso! Gostou?
Pois é assim que vivem, ou buscam viver aqueles que escolhem o ofício de palhaços. O Coletivo de Palhaços se move em diferentes direções traçadas pelos próprios andantes-palhaços, que solos e nunca solitários, em duplas, trios ou grupos, buscam na essencialidade do arquétipo do palhaço e na força do “poder fazer juntos” a trilha para um mundo ao contrário da barbárie.
Este coletivo ver na crença do poder de um minúsculo ponto vermelho no centro da face, uma via que aponta para a poesia e o risco de um salto no desconhecido. A organização em coletivo cria possibilidades de co-engendramentos entre indivíduo e sociedade na superação de dicotomias, que somente compartimentam e objetivam as relações existentes.
Uma experiência que une biografias e diferentes experiências estéticas em um projeto audacioso e nobre, de desenvolvimento das relações humanas, a partir de diferentes pontos de vistas e pontos de redes com o fortalecimento de cada uma dessas realidades. O Coletivo de Palhaços reúne palhaços e palhaças ligados ao circo, ao teatro e à poesia de ruas, praças, teatros, anfiteatros e salões, atuantes em Belo Horizonte, no Brasil e em diversos países da América do Sul e Europa.
Há quatro anos, este Coletivo se reúne para comemorar o Dia do Palhaço (10 de Dezembro) realizando a Semana Interplanetária de Palhaços com apresentações de rua e encontros para a criação coletiva de estratégias de sobrevivência da Arte de Palhaços. Em uma dinâmica participativa, o Coletivo mantém reuniões regulares, onde cerca de 20 artistas discutem um projeto mais amplo, que extrapola a produção de espetáculos e aprofunda nas questões da pesquisa de meios expressivos afins da clownaria e no desenvolvimento de linguagens e técnicas que possam suscitar e desvelar novos horizontes estéticos, artísticos e filosóficos.

